conto Archive

TROLLS, SALSAS, MALUCOS & CIA

Há um pouco mais de 1 ano atrás comecei a escrever um conto sobre vampiros e lobisomens no O Nerd Escritor. Claro, é difícil vocês escrever sobre esses seres soturnos sem “esbarrar” em algo que não tenha sido escrito. A graça então é você manipular do seu jeito essas referências e colocar a característica do seu trabalho, lógico, tenha o bom senso de citar tais referências no final.

Enfim, essa introdução é para dizer que eu montei uma suposta origem para os vampiros e lobisomens(A Origem dos Vampiros e Lobisomens e A Guerra: Vampiros e Lobisomens) , que na verdade, não chega a ser surpresa alguma para quem conhece as lendas. Bom, algumas pessoas se acham realmente que “conhecem” a história dos vampiros e lobisomens, ou mesmo se alto intitulam vampiros/lobisomens. Brigam com você e dizem que está errado, acreditam seriamente na existência desses mostrinhos demoníacos e te chamam de hereges.

O que era um conto para desenvolver uma história, acabou se tornando ímã de gente maluca(analfabetos), clique na imagem para ampliá-la e divirta-se, ou não:

p.s: O Campeão de comentários bizarros é  O Teste do Vampiro, do amigo J.G. Valério, são mais de 1000 comentários onde a maioria são de malucos.

PROJETO D.E.I.S.

Eu já postei aqui sobre o D.E.I.S., livro do amigo Jones Viana Gonçalves que foi lançado no dia 13(Sexta-Feira) agora no stand da Multifoco na Bienal de São Paulo.

Bom, o Jones colocou um teaser no Youtube do Projeto D.E.I.S. que ficou sensacional, vale a pena conferir e comprar o livro, é claro:

A CASA DA RUA 13

A única casa abandonada da Rua 13 era preenchida pelo medo, insondáveis mortes ocorreram neste local. Três forasteiros sem abrigo, desconhecedores da fama daquela residência resolveram pernoitar ali. Já instalados ouviram gemidos naquele lugar e  sentiram um forte arrepio. Pegaram a única lanterna que possuíam. Foram em direção aquele som. Um velho lustre tombado e um esbarrão promoveram uma corrida desenfreada. Cada um, por conta do susto, foi para um lado e a lanterna devido a azáfama despedaçou-se. As vozes os perturbavam. Era uma noite densa, em que a Lua se negou a brilhar. Eles ouviram alguém se aproximando, armados de pedaços de madeiras que encontraram na casa começaram a duelar.

Principiou o amanhecer. Dois no chão e um de pé, porém, o único inimigo que existia naquele lugar havia vencido. O medo, o espia da morte, os consumia. Os primeiros raios de sol rasgaram o céu, o forasteiro sobrevivente pôde observar que não havia opositor algum e aos prantos ajoelhado desabafou: “Nós nos matamos, nós nos matamos”. Essa era a realidade, aquela casa havia feito mais três vítimas, duas de corpo e uma de alma. A casa da Rua 13 continuava com seu ritual singular.

OS NOVE RUGIDOS

A história nos conta que a humanidade é movida pelo poder e pela ganância, o muito não basta aos homes que possuem o poder, eles querem tudo.

Guerras, mortes e sacrifícios não são o bastante para acalentar os corações desses que fazem de tudo para conseguir o que querem. A destruição e a ruína são consequencias do egocentrismo e do caráter deturpado.

A história do antigo reino é mais ou menos assim. Poder, guerra, miséria, traição, decadência e todos os adjetivos negativos relacionados a este tipo de comportamento.

Enfim, acompanhem a história dos nove rugidos.

Introdução

O antigo reino sempre enfrentou disputas internas pelo poder, guerras e mais guerras. Verdadeiros rios de sangue corriam nas veias daquela antiga região.

Mais de 300 anos se passaram desde que o último rei caiu e a linhagem da família real foi dizimada pelos conspiradores. Neste momento levantaram-se as nove famílias nobres que passaram a reivindicar o trono. Eram nove famílias, nove leões em busca da mesma presa.

Essas famílias formaram seus exércitos particulares, antigos militares dos reis, mercenários ou mesmo aqueles que acreditavam nas palavras dos nobres. Magos e bruxas também foram convocados como toda raça encontrada naquele reino.

O impasse durou quase dois séculos, até que os representantes das famílias se reuniram aos pés do monte Azul e firmarem um acordo de paz, chamado de “O Pacto da Discórdia”. O antigo reino foi divido em nove principados de tamanhos equivalentes, as 9 famílias ocuparam cada principado, para não haver conflito interno cada uma das famílias ocupou a região que mais exercia influência.

O Pacto da Discórdia e os nove leões

Naquela assembléia, o dia frio e chuvoso dava o tom de como seria aquela reunião. Depois de séculos de guerra as partes estavam dispostas a fazer um acordo, talvez, ou muito provavelmente por conta da possível extinção  dos herdeiros nobres, já que esses desde de pequenos já entravam em batalhas ou eram alvos dos inimigos.

Foi tumultuada, insultos e ameaças. Mas no final, apesar da discórdia houve um consenso, a guerra deveria parar, pelo menos por um tempo.

Então ficou decidido a divisão do reino em nove principados. Cada principado, obviamente, seria governado por uma família. E cada família escolheria um príncipe ou princesa para ser o representante no Conselho Eneágono, criado para conciliar qualquer desavença entre as famílias nesse período de paz.

Geralmente, o título de príncipe ou princesa era ostentado pelo patriarca ou matriarca da família. A maioria dos príncipes eram ainda jovens, entre seus 25 a 50 anos. Isso porque naquela época poucos eram os homens e mulheres que se tornavam idosos, a guerra e outros males os impediam de desfrutar tal privilégio.

Foi acertado também que o nome do antigo reino nunca mais seria pronunciado até que a paz verdadeira reinasse e que um rei surgisse.

Nove feiticeiros, os maiores de cada família, reuniram seu poder em torno de nove pequenos leões, antigo símbolo do reino, esculpidos em mármore. Entoando antigos cânticos mágicos eles profetizaram que quando os leões rugirem o rei surgirá e a paz governará.

Cada leão foi entrega para cada família que se incumbiu de guardar os artefatos até o dia do grande rugido.

Anos se passaram, até que surgiu em meio aos príncipes um homem que se esquecera do quão é afiado o fio da espada. Este nobre, trabalhando pelos bastidores do Conselho arquitetou um engenhoso plano para possuir todos os leões crendo que assim se tornaria o Rei.

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Você pode encontrar outros contos que escrevi e a continuação deste(em breve) no O NERD ESCRITOR.

UM SONHO, UM CONTO

Eu estou criando um conto medieval, coisa de nerd desocupado, porém, eu apenas tinha criado um pequeno trecho, coisa só para dá um início. Pois bem, ontem eu sonhei com a “continuação” desse meu conto. O engraçado é que os acontecimentos que sonhei cronologicamente acontecem antes do evento da minha história original.

Os nomes que apareceram no meu sonho eu não lembro, porém os detalhes eu tentei ser fiel ao máximo e adaptei algumas coisas para encaixar melhor.

Não reparem se tiver erro, pois de tão empolgado eu escrevi ele o mesmo dia que sonhei e no trabalho :P .

O conto que sonhei chama: A BATALHA DO SUL.

O conto que escrevi antes do sonho se chama: A EMBOSCADA

p.s: Eu sou louco mesmo. :)

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A BATALHA DO SUL

Caminhando para o sul com os meus guerreiros, cerca de 20 mil homens, sendo 5 mil cavaleiros, 5 mil arqueiros e 10 mil que avançaram campo adentro sobre os próprios pés levando consigo espadas, machados e escudos, cada um ao seu gosto. A cavalaria, no entanto, usava espadas e lanças e vinha à frente da marcha junto comigo. E os arqueiros andavam por último no pelotão.

Os guerreiros de meu reino vestiam uma armadura cor de prata, brilhante, tinha detalhes em azul. O elmo era confeccionado em separado por cada guerreiro e o modelo era ao seu gosto. Nosso estandarte era azul com uma grande estrela em branco, essa grande estrela representava nossa querida capital.

Soubemos por nossas sentinelas que a tropa inimiga avançava em nossa direção, para evitar uma batalha em nossos domínios, decidimos então, atentar contra eles antes que chegassem mais perto dos arredores de nossa principal cidade e impedir o genocídio de nosso povo nos vilarejos circunvizinhos. No caminho para o campo de batalha nos encontramos com mais 15 mil soldados que vinham de um reino amigo e vizinho ao nosso. Eu tinha alertado o seu rei sobre o perigo iminente. Esses, porém, não tinham arqueiros em seu contingente, eram 10 mil cavaleiros e 5 mil espadachins. Diferente das minhas tropas, o rei do reino amigo não os acompanhava, pois estava em outra frente de batalha a leste de seu reino.

Os soldados de Russell trajavam uma armadura verde oliva, de brilho semelhante a nossa, todos no peito tinham estampados no peito chamas em amarelo e vermelho. Os elmos tinham um pequeno chifre saindo na parte superior. Seu estandarte era em vermelho puro, como o sangue.

O exército do reino amigo estava sendo guiado por um de seus generais, o mais forte e corajoso entre eles, seu nome era Russell, como todos daquele povo, era mais alto do que o nosso pessoal. Pudera naquela terra éramos os mais baixos. Sua especialidade era a espada, extremamente versátil nesta arte. Seguimos então nosso caminho e partimos ao encontro de nossos oponentes.

A caminhada ainda durou alguns dias e noites antes que nossos espias, que enviei ainda no reino um pouco antes da nossa partida avistaram o exército oponente. Calcularam em torno de 40 mil soldados e inúmeras catapultas de todos os tipos. Decidimos então parar, e descansar pelo menos meio dia, já que o exército inimigo estava ainda bem distante de nós e também estávamos todos fadigados pela longa caminhada.

Depois de descansarmos, partimos para a batalha. Avançando por uma pequena colina ao longe avistamos o inimigo, então, decidimos esperar eles ali mesmo.  Tínhamos a vantagem da surpresa. Posicionamos nossos arqueiros na linha de frente, porém fora do alcance visual do oponente. A cavalaria vinha logo em seguida, só depois vinham os espadachins e os que carregavam os machados.

Já estava entardecendo e o inimigo vinha marchando, cantando as desgraças que seu rei impusera nas terras em que atacava. Nas passadas, eles sempre batiam o pé esquerdo mais forte no chão, isso fazia com que cada passo se transformasse no som de um trovão, pois a armadura que os vestiam sofria uma forte vibração por causa do impacto.

Suas armaduras e elmos eram escuros como a noite, os elmos eram aterrorizantes, pois continham em suas extremidades grandes chifres que também os serviam como arma às vezes. Seus estandartes eram negros com manchas vermelhas, referindo se ao sangue derramado de seus inimigos. Carrancudos, fortes e desprovidos de bondade eram os guerreiros do inimigo. Pelo estandarte vi que não era a falange mais temida do inimigo, mas mesmo assim eram de igual maldade.

E a hora chegou, logo que o inimigo entrou na linha de tiro, ordenei aos arqueiros que começassem o ataque. E logo na primeira flechada já caiu um número grande dos hostis, as poderosas flechas atravessaram suas armaduras, eles estavam de guarda baixa e não ouviram os sons das milhares de flechas, porque o barulho de seu canto e de suas pisadas os ensurdeceram.

Por hora, eles ficaram perturbados e desnorteados, pois devido à colina não conseguiam enxergar o que vinha por trás dela e ficaram sem saber para onde e como revidar.

Depois das rajadas de flechas que derrubaram cerca de 10 mil soldados inimigos, ordenei o avanço de minha cavalaria, e o general Russell fez o mesmo, abrimos frente e fomos ao combate corpo a corpo.

O nosso receio era que eles usassem as catapultas contra nós, no entanto pegamo-los desprevenidos e elas estavam desarmadas. A pequena planície que antecedera a colina e onde o exército inimigo foi pego de surpresa serviu de campo de batalha.

A luta foi feroz. A vantagem que conseguimos com os arqueiros, foi aos poucos perdida, pois o inimigo era forte e se recompôs e começou a nos rechaçar. Com isso ordenei a investida dos espadachins e dos que carregavam os machados. Russell e eu guiamos todos à luta.

O sangue encobriu o campo verde, ficamos duas horas em luta, a noite já se apresentava. Não sei quantos passaram por minha espada, mas só lembro-me de um momento naquela carnificina, à hora em que derrotei o líder da falange inimiga.

Depois de atravessar o campo de batalha, já todo ensanguentado, não por meu próprio sangue, mas o de terceiros, avistei Alêcon, general líder da falange. Fui ao seu encontro e começamos a lutar. Ele era bem maior do que eu, pois como já relatei meu povo não tinha boa estatura, porém não tão esperto como nós. Ele veio e lançou um golpe com a espada, consegui me esquivar e antes de me recompor ele desferiu seu segundo golpe, uma investida com a espada que veio da direita para a esquerda a altura de meus ombros. Consegui abaixar, me livrei do golpe e antes que ele retomasse a posição de ataque lancei meu machado sobre ele. O machado não poderia ter melhor sorte, fincou em sua garganta que era uma parte que ficava sem proteção do puro aço e nem nenhuma malha de aço conteria a poderosa lamina do meu machado.

Alêcon caiu morto, eu fui ao seu encontro e peguei de volta o meu estimado machado que me salvara em mais uma batalha. Depois disso, os guerreiros inimigos se amedrontaram e os poucos que restaram recuaram e voltaram de onde vieram.

Já nesse instante, próximo ao fim da batalha, chegou a mim uma atalaia de meu reino, seu nome era Alfrod, que viera seguindo os meus passos. Então ele me disse – Senhor de Oceanus, dois dias após sua saída à guerra, recebemos a informação de outra investida contra nosso reino ao norte – acabando de me dizer isso, apressadamente informei aos de confiança que precisaria ir por imediato ao reino e averiguar tal informação.

Deixei os ali, ordenei-lhes que destruíssem as catapultas, recolhessem as armas inimigas, queimassem os corpos dos amaldiçoados e enterrassem nossos guerreiros mortos na batalha. Então, informei ao general Russell o que estava acontecendo e ele me disse que também já estava voltando ao seu reino.

Partir por imediato ao meu reino. Um sentimento de tristeza, alegria, esperança e ansiedade me corroíam, pois perdi grandes soldados na batalha, porém saímos vitoriosos, estava contente por conter parte dos anseios do inimigo e muito preocupado com a notícia que chegara a mim.

A EMBOSCADA

Voltando para casa, logo após a sangrenta batalha, acabei por cair em uma armadilha forjada pelos meus inimigos. Inesperadamente, na velha estrada principal que leva ao meu reino, um lugar que considerava ainda seguro, veio em minha direção um guerreiro e antes que ele concluísse seu golpe contra mim, feri seu peito com o meu machado e ele pôs a agonizar no chão de terra vermelha.

Depois disso surgiram mais três guerreiros, que estavam atrás de árvores ao lado da velha estrada. Eles vieram enfurecidos, pois viram o que eu fizera com seu amigo. Eram três bons guerreiros contra um. Todos bem armados e descansados, ao contrário de mim, pois estava voltando de uma grande batalha ao sul, onde meu exército saiu vitorioso, no entanto, todos nós saímos fadigados e tivemos um grande número de baixas.

Desci do meu cavalo, pois não me pareceu bom ficar em cima dele enquanto três guerreiros cercavam a mim e a meu cavalo e eu não iria fugir a galopes, prefiro morrer lutando a viver se escondendo. O primeiro dos três a me atacar destruiu meu escudo (que já estava em mau estado por causa da última batalha) com uma maça, senti o golpe e recuei. O segundo usou sua espada, mas consegui me defender do golpe interceptando sua espada com o meu machado. Ali eu usei minha última força. Já esperava a morte pelas mãos do terceiro guerreiro, quando ao fundo ouvimos passos de uma cavalaria que avançava em nossa direção.

Assustados os meus inimigos recuaram ao ver erguido o estandarte do exército de um dos meus aliados, era Russell, voltando do campo de batalha, uma boa notícia. Os meus três quase algozes preferiram recuar por imediato para não enfrentar os guerreiros, subiram em seus cavalos que estavam bem escondidos atrás de grandes árvores e logo partiram em direção a oeste. Típico desse povo, aonde a covardia e o egoísmo é maior que a sua honra e o seu nome.

Eu estava voltando ao meu reino, talvez em meu íntimo soubesse que aconteceria algum tipo de atentado longe dos campos de batalha, afinal, a honra passa longe do caráter do oponente e eu sou o rei e a minha morte pode significar a vitória de meus inimigos. Estava bem à frente do meu exército, cavalguei apressadamente, pois ouvi rumores que os opositores de meu povo estavam marchando em direção ao meu reino.

Causou-me certa estranheza perceber que os que armaram essa emboscada sabiam que eu saí da batalha ao sul sozinho e tinham o conhecimento do caminho que eu escolhi, poucos detinham essa informação. Mas, não comentei isso a ninguém preferi guardar essa indagação nos meus pensamentos, cedo ou mais tarde descobrirei o traidor do reino.

Russell com seus cavaleiros perseguiram os três e os mataram antes que eles chegassem ao seu destino. Depois disso marchamos por três dias e três noites até nos separarmos, o exército aliado voltou ao seu reino. Mesmo assim, foram cinco dos guerreiros comigo, passou mais dois dias e uma noite até chegarmos a meu reino, Oceanus, onde me convinha ser o rei. Era noite quando entramos pela porta sul, a porta das luzes, porque ali se guarda a luz que ilumina todo reino.

As nossas sentinelas haviam avistado cerca de 5 mil inimigos próximos a entrada norte de Oceanus, considerando isso, eram poucos soldados para uma invasão efetiva. Mas, de maneira alguma nós subestimaremos a quem nos quer ver mortos e por isso reforçamos a guarda interna e fortificamos lugares estratégicos fora de nosso reino para não sermos surpreendidos.

Espero em breve que toda essa loucura acabe e que meus opositores sejam subjugados debaixo dos meus pés e que a nossa terra volte a respirar o ar da paz e da prosperidade.

Diário do meu reinado, Azaghâl, ano 15

O NERD ESCRITOR

A continuação do conto sobre “O Fim do Mundo” vai continuar no site O NERD ESCRITOR. ACOMPANHEM!!!

o-nerd-escritor

CAPÍTULO 2 – PANORAMA MUNDIAL

Logo depois a morte de Obama e o início da crise civil nos EUA

Com os EUA assolado, o mundo perdeu seu contrapeso, o equilíbrio do mundo tendeu a uma lado, o da anarquia. Sem a pressão da grande potência (que queiram ou não, era os EUA que domava as feras do Oriente Médio), neste dia Israel começou uma invasão a Palestina, os árabes foram expulsos de Jerusalém, a mesquita  mulçumana de Jerusalém é saqueada e demolida,os  judeus iniciam a reconstrução do Templo Sagrado mais uma vez.

O mundo mulçumano declara guerra aos filhos de Jacó e seus aliados. Religiosos do mundo todo afirmavam em alto e bom som que: “o fim havia chegado”, a “BESTA ESTAVA SOLTA”.

A União Européia estava com as estruturas assoladas, a divergência entre os países associados crescia e uma crise nas estruturas da organização já estava aflorando.

A Rússia enfrentava a morte branca, apesar da grande quantidade de combustíveis fosseis em seu país, a maioria da população não tem como adquiri-lo e boa parte da população morreu de frio nas terras alvas da Rússia.

Velhas mágoas estavam rejuvenescendo, a Escócia reivindica a sua soberania e atritos entre França e Inglaterra se intensificavam cada vez mais. Dessa feita, grande parte da Holanda não mais existia, os diques se romperam de uma forma inexplicável e o grande oceano inundou o país.

Com os EUA quebrado, maior colaborador financeiro da ONU (que ao longo dos anos havia perdido poder de decisão) se tornou apenas enfeite e um velho símbolo da política de outrora, que muitos a condenavam, porém os mfomeesmos sentem saudades.

A produção alimentícia européia não satisfazia o consumo do continente e a importação não era uma opção, pois a falta de alimento era um fenômeno mundial, o solo não mais produzia como antes, e com isso o preço dos alimentos subira de uma forma inimaginável e com a crise financeira, os países europeus se viram de mãos atadas. A fome, antes desgraça dos mais pobres assolou a burguesia européia.

A África, apesar do contexto medonho em que estava o mundo não destoou da sua realidade, a fome, a miséria e a guerra são mais que palavras para os habitantes daquele continente, na realidade essas palavras soam como “um estilo de vida”, não por prazer, mas por imposição histórica.

Japão e Coréia do Sul também estavam em crise, porém suportavam razoavelmente bem, a disciplina oriental e o conhecimento tradicional sempre calham bem em tempos de incertezas. A China, porém, estava em um declínio considerável, o crescimento visível há alguns anos atrás, hoje não passa de uma brisa doce na história. Assolados por terremotos, pela falta de água e pela a crise financeira/política a China entrou em colapso industrial, com isso empregos foram perdidos e milhões de famílias estão sendo sustentadas pelo governo, mas isso é pouco em comparação a numerosa população chinesa.

Outro emergente, a Índia, entrou em conflito aberto com o Paquistão, os dois países possuem ogivas nucleares. Na Oceania, a Austrália ficou em chamas, o país secou e o fogo tomou conta das florestas.

A América Latina enfrentou a sua crise, nos primeiros momentos, devido ao grande potencial energético e com meios naturais fartos os países do novo mundo retardaram os efeitos mais cruéis da crise financeira/política mundial, no entanto, não foi o suficiente para anular tal desgraça.

O poder paralelo ganhou força, e as FARC que já estava praticamente extinta se reergueu e destituiu o presidente colombiano tomando-o poder. Os traficantes se valeram da frágil estrutura governamental dos países latinos para estabelecerem impérios particulares. Enquanto os governantes debatiam ideias para enfrentar a crise, o crime organizado estava acudindo o cidadão. Quando as faces da lei e da justiça se omitem da responsabilidade que lhes foi entregue a libertinagem toma conta de nossa sociedade.

A ideologia de um mundo livre constantemente difundida pelo império norte-americano se tornou apenas a distopia da sua própria finalidade. Hoje vivemos em um “mundo livre”, porém, sem regras.


CONTINUA…

CAPÍTULO 1 – O COMEÇO DO FIM

13 de fevereiro de 2010

Nesse dia a bolsa de NY quebra e leva milhões ao desespero, nunca se registrou tanto suicídio em um único dia na história do planeta. As semanas seguintes foram complicadas, o sistema financeiro mundial a um ponto de falir, a esperança, o presidente Barack Obama tem a sua cabeça ameaçada, republicanos o acusam de incompetência e os mais exaltados colocam a culpa nos negros americanos, inclusive no próprio presidente.

Obama não encontra saída para tal catástrofe e no dia 25 de abril de 2010, o ele tira sua vida. Segundo versões oficiais, foi no Salão Oval da Casa Branca, sentado em frente à sua mesa, a mesma usada por John Kennedy, Obama levou a mão na gaveta, tirou uma 38, apontou para cabeça e o som seco do tiro ecoou por todo os EUA. Assim Barack Hussen Obama se despediu da vida.

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Obama levou a mão na gaveta, tirou uma 38, apontou para cabeça e o som seco do tiro ecoou por todo os EUA. Assim Barack Hussen Obama se despediu da vida. Não é exagero dizer que uma morte leva a guerra. Depois do luto veio a batalha. Os negros acusavam os brancos de racismo, de complô contra Obama, não existiam mais ideologias políticas, em sua maioria eram negros contra brancos.

O vice-presidente Joe Biden foi impedido de exercer o governo pleno, mesmo legitimamente no poder. Multidões marcharam até a capital, o Congresso e a Casa Branca foram invadidos, não havia como conter a massa enfurecida. O EUA parou, começou uma guerra civil, uma guerra supostamente de etnias, mas que na verdade era a guerra do desespero, pois todos sabiam que a crise não tinha mais solução.

A maior nação do mundo não tinha comandante, os EUA viraram um estado anárquico. O exército estava nas ruas, às ordens vinham do empossado presidente Joe Biden que se refugiava no estado de Utah, pois sua permanência na capital americana colocaria sua vida em risco, isso servia para os congressistas, pelo menos aqueles que não entraram em luta armada.

Mesmo com a repressão do enfraquecido governo, não adiantava “soltar os cachorros nos ladrões”, eles já haviam levado o bem mais precioso dos EUA, a DEMOCRACIA.

O mundo que também vivia a crise estava perplexo com declínio americano, foi vedada toda a entrada e saída dos EUA. O espaço aéreo estava fechado, os portos não mais transportavam, as estradas de ferro estavam paradas e as rodovias eram apenas enfeites do caos. A produção americana parou, o maior país importador fechou as portas e as consequências para o resto do mundo também foram graves, isso desencadeou uma cadeia de acontecimentos que assolou a tão já judiada economia. Esse foi o começo de nosso fim.

O império norte-americano, sua falência foi à última bandeira de harmonia, os portões do inferno foram abertos e as guerras e o ódio entre os povos cresceu, judeus contra palestinos, turcos contra gregos, indianos contra paquistaneses, chineses contra japoneses, tornando uma guerra nuclear inevitável.

Foi a partir desse momento o Hades subiu a superfície, o inferno na Terra.

CONTINUA…

O FIM – PRELÚDIO

17 de julho de 2015 em algum lugar do planeta Terra

Meu nome é Bruno Vox, sinceramente eu não sei aonde estou, não há mais fronteiras nesse miserável mundo.

A Terra passou por constantes modificações, catástrofes e fortes mudanças de temperatura. A parte econômica virou um caos, a fome e a miséria se espalharam feito praga e assolaram até os países mais desenvolvidos. Guerras e mais guerras, mutações genéticas, mudanças significativas na cadeia de DNA humana e animal foram o despertar para o fim da humanidade.

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O que vou tentar relatar aqui é como isso tudo ocorreu e como eu consegui sobreviver. Porém, primeiro vocês vão ter que entender o Calendário Maia.

ELES ESTAVAM CERTOS

No ano de 2010 as coisas mudaram drasticamente, todos pensaram que depois de um 2009 ruim para a economia mundial tudo iria  melhorar, todos estavam enganados, muito pelo contrário, ficaram mais difíceis, catástrofes naturais se intensificaram e a economia entrou em um grave colapso e nunca mais voltou ao que era. O resultado da fraca economia, das constantes assolações causada pelos desastres naturais e as grandes guerras fizeram com que a fome e a miséria sobre nosso planeta aumentassem e chegasse a um nível jamais visto, muitos morreram de fome, outros morreram pelas epidemias e muitos outros morreram pela mão do seu semelhante.

constantine

Fortes mutações genéticas levaram muitos a morte nos anos seguintes, talvez fosse a seleção natural, mas não era isso, a influência da radiação solar estava afetando a vida na terra. As crianças que nasciam não eram normais e os adultos estavam se transformando.

“Isso não era novidade para o povo Maia, Esse povo da América Central acreditava em ciclos recorrentes de criação e destruição e pensavam em termos de eras que duravam cerca de 1.040 anos. Para eles, nós estamos vivendo na quarta era do sol – sendo que, antes da criação do homem moderno, existiram três eras anteriores, destruídas por grandes cataclismas. A primeira era teria sido destruída pela água, depois de chover sem parar, coincidindo com o mito do dilúvio. O segundo mundo teria sido destruído pelo vento e o terceiro pelo fogo. O quarto mundo, o que nós vivemos hoje, de acordo com as profecias do rei-profeta Maia Pacal Votan, será destruído pela fome, depois de uma chuva de sangue e fogo.

A vida na Terra depende da luz solar, mas o sol transmite para cá muito mais do que luz. Ele irradia também raios cósmicos através do espectro eletromagnético. Estes potentes raios têm o poder de transformar átomos e poderiam matar toda a vida na terra, se não existisse um escudo protetor na atmosfera. Mas este escudo está em colapso, esses raios provocam reações nucleares na atmosfera. Eles transformam os átomos de nitrogênio que a compõem, em uma forma mais pesada de carbono, cujo peso fica 14 (C14), ao invés dos 12 (C 12) normais. Embora comporte-se como o carbono comum, que existe em profusão na atmosfera e é importante para a vida, o C 14 é radioativo. Em alguns momentos de alta atividade solar, que geram muitas manchas no sol, essa radiação solar diminui. Em outros, onde há menos atividade do sol, e menos manchas, essa irradiação solar aumenta. Ao determinar a regularidade dos ciclos de aparecimento e desaparecimento de manchas, dei-me conta de que todos os momentos de apogeu de alguma grande civilização coincidiram com o aumento de atividades das manchas solares, e o declínio, com uma inversão solar.

Desta maneira, o declínio da Civilização Maia, cujas belas cidades foram inexplicavelmente abandonadas no século IX, poderia ter alguma vinculação com o fato de que o campo magnético solar e as manchas solares se inverteram exatamente nesta época. O fenômeno provocou infertilidade e mutações genéticas na Terra e teve efeitos mais severos nas regiões equatoriais Um dos filhos do rei-profeta Pacal, dono da famosa tumba encontrada em Palenque, nasceu com seis dedos em cada mão. O mais estranho que nesse mesmo período começara a idade das trevas na Europa e o acréscimo da peste negra, que veio a dizimar boa parte da população do velho mundo.

Além disso, cálculos demonstram que o ciclo de manchas solares é de 68.302 dias, e que após 20 ciclos (20 x 68.302= 1.366.040 dias) o campo magnético da lâmina neutra solar se inclina. A Terra tenta alinhar seu eixo magnético com o do sol e também se inclina – isso tem consequências duras, por conta disso ocorrem catástrofes de dimensões gigantescas no nosso planeta.

Com tudo isso, comecei a entender que a chamada adoração ao Sol, tal como é atribuída aos antigos Maias, era, na realidade, o reconhecimento de que o Sol transmitia há eles muito mais do que luz e calor.”

CAPÍTULO 1 – O COMEÇO DO FIM

13 de fevereiro de 2010

…em 2010 caiu o império norte-americano, sua falência foi à última bandeira de harmonia, os portões do inferno foram abertos e as guerras e o ódio entre os povos cresceu, tornando uma guerra nuclear inevitável…

…a partir desse momento o Hades subiu a superfície…

CONTINUA…

P.S: Esse é um conto sobre  o fim do mundo e o calendário Maia, é apenas  uma boneca. Em BREVE mais informações no Blog.

TUCANO ALÇA VÔO

Esse é um das pessoas que eu aprendi a respeitar e gostar, Fernando(vulgo Tucano) é um dos integrantes do NerdCast, e foi nesse podcast sensacional que descobri o talento desse cara.

Agora ele publicou seu livro, e foi na internet, que é mais sensacional ainda.

Acompanhe O Draconiano não perca nenhum capítulo de um livro que promete muito.

PARABÉNS

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