CAÇA AS BRUXAS

fogueira

Essa foi uma semana agitada no mundo virtual brasileiro, a revelação que Marcelo Tas ganha dinheiro com o que escreve(novidade?), gerou revoltas antes jamais vistas na internet brasileira(drama). O que eu não entendi foi o tamanho burburinho que a tal notícia do Wall Street Journal causou.

O Marcelo Tas é um profissional multimídia de credibilidade, ele não construiu essa confiabilidade da noite para o dia, e nem comprou tal notoriedade. Acompanho o profissional desde a minha infância e nunca vi ele se desviar da conduta que sempre teve. Sempre deu sua opinião, muitas polêmicas. Muitas vezes não concordei com pensamentos expostos por ele em seu blog ou em qualquer outro meio de comunicação, porém nunca o vi sair de sua linha de pensamento, e isso talvez, o tenha ajudado a ter a credibilidade que citei.

O “cabecinha de desodorante rolon” trabalha com a sua opinião, então, nada mais justo que ele ganhar para isso. Porém, alguns, puritanos xiitas não veem dessa forma, entendem que tal procedimento leva a uma prostituição de ideias e opiniões. Não há nenhum “demônio” em fazer um merchandising em algo no que acredita/usa e receber por isso, pelo contrário, isso só engrandecerá tal anúncio.

Se o Tas assinou com a Telefônica para fazer uma publicidade em seu Twitter é porque ele deve usar os serviços da empresa, não consigo o ver usando serviçoes de banda larga da NET em casa e sendo patrocinado pela Telefônica. Muitos também crucificaram a empresa, porém, eu achei ousado, um ato de empreendedorismo para novas mídias.

Como eu twittei, “A NOVIDADE VEM COM MEDO E IGNORÂNCIA”, apesar dos poucos anos que tenho, me lembro da popularização do PC no começo dos anos 90, muitos diziam que o aparelho era um engenho do Capeta(fui criado em um meio cristão conservador), hoje qual a igreja que não tem um site? Das mais conservadoras às mais liberais fazem uso do computador, seja na administração ou na divulgação.

Li alguns artigos sobre o assunto “TWITTER PAGO”, e para minha surpresa alguns me chocaram pela forma totalmente preconceituosa que abordaram o tema:

1. Alguns ganham blogando, outras chupando, algumas até ganham dinheiro trabalhando – Essa frase foi definitivamente umas das maiores anedotas que já li(ar dramático). Sou um blogueiro, escrevo em 5 blogs(sobre futebol, religião, política, variedades e contos) e não ganho dinheiro por nada que escrevo na web, porém eu admiro quem ganhe, pois esses possuem conteúdos relevantes para isso. Conheço alguns blogueiros que ganham e são sustentados pelo que escrevem, vejo o sacrifício que eles fazem, se eu dissesse que eles não trabalham, estaria mentindo. Afinal o que é trabalho? Para mim, trabalho é todo ato inerente para obter o sustento, independente se você cata latinha ou trabalhe em um escritório, com seu ar condicionado. Talvez, alguns consigam se divertir com o que fazem para se sustentar, e isso pode gerar algum desconforto nos que estão insatisfeitos com seu trabalho, não chega a ser inveja, apenas um desconforto.

2. Quanto ao Marcelo Tas, não importa o que ele disser daqui para frente, sempre vão se perguntar quanto ele levou para falar aquilo” “E ainda há a questão da isenção em programas como o CQC- Como eu já disse o Tas tem credibilidade de sobra, e como uma boa democracia você não precisa acreditar ou concordar em tudo que ele disser. As pessoas precisam aprender a exercitar o espírito crítico e ter suas próprias opiniões, esse é o sentido democrático. Sobre o CQC, a Band tem uma das linhas editoriais mais independentes da televisão brasileira, então, ter medo da isenção do programa, não produzido apenas por Marcelo Tas, é no mínimo duvidar de profissionais sérios que estão envolvidos na produção, isso é especular, especular sobre algo é uma forma covarde de chamar a atenção para si, simplesmente um ato de gente medrosa.

O velho poeta já dizia “A inveja é uma merda”. Não, não estou dizendo que as pessoas que condenaram o que o Tas fez seja uns invejosos. Porém elas se sentem assim, como invejosos dos blogueiros que ganham dinheiro com seu TRABALHO, muitos disseram “isso não é INVEJA”, se justificaram dizendo que a maioria(99% pelo que li) dos que se sustentam com seus blogs os acham invejosos. Como pressupor tal afirmação? O ACHISMO é uma desgraça junto à falta de argumentos sólidos e coisas fantasiadas por pessoas que *PARECEM está com baixa estima.

Fundamentar conceitos desse tipo em base do que as pessoas provavelmente acham é FALATR COM RESPEITO aos seus leitores, isso sim é errado.

Não podemos fazer um caça as bruxas, não existem vilões e heróis, antes precisamos entender que a evolução das mídias é algo constante e devemos estar abertos, porém isso não quer dizer que a sugerida inovação vá vingar, isso só o tempo nos dirá.

p.s: 1) O Tas não me pagou por para escrever este artigo. 2) Não conheço o cabecinha de rolon. 3) Não quero aparecer, se quisesse eu teria enviado fotos minhas sem roupa na net. 4) Se alguma moça do sexo feminino quiser entrar em contato comigo é só fazer um comentário. 5) A única coisa que ganhei escrevendo o artigo foi um misto-quente preparado por minha mãe. Mas, se alguém quiser oferecer dinheiro estou aberto a negociações. Hahahahahaha. Esse final foi para ser engraçado, ou não.

*Parecer é diferente que ser.

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Sobre o Autor

Bruno Vox, 25 anos, orgulhosamente mineiro e morador da capital das montanhas. Contador, Estudante, Metido a Teólogo, Blogueiro, Escritor(ou tentando ser um), Cruzeirense, Cinéfilo, Louco por Séries e Serial Killer do Mau Humor. Ou seja, sou qualquer coisa menos rico.